Violência vista como problema de saúde pública

CONCEITOS

Este post aborda práticas de saúde pública para resolver questões relacionadas à violência. Violência difere de criminalidade. Indo pra conceituação mais teórica, violência segundo Maria Cecilia Minayo, é o evento representado por ações realizadas por indivíduos, grupos, classes ou nações que ocasionam danos físicos ou morais a si próprios ou a outros.  Ou seja, a questão toda passa pela intencionalidade do dano. É este o fim, o objetivo da ação.

Saúde pública, por sua vez, aborda o conjunto de práticas ordenadas pelo Estado, com foco em prover melhores condições para o completo bem estar. Essa idéia de completo bem estar é da OMS, então quem sou eu pra discutir? OMS disse, tá dito. Encerrou o assunto. Quer discutir? mandachuva@oms.com.br Fica a vontade. A saúde pública aborda políticas de saneamento básico, provimento de ações profiláticas, medicamentos, exames e toda estrutura do SUS que a gente tá acostumado a ouvir falar. E graças a Deus, só ouvir falar.

VIOLÊNCIA VISTA COMO PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Ok, concordamos aqui que a violência pode ser vista como um problema de vários donos. O desemprego que neguinho nao consegue por dinheiro pra dentro de casa, a educação que não da base cultural, a igreja como BASTIÃO dos valores morais, a academia brasileira de letras que permite palavras de baixo calão na literatura… enfim, nomear os culpados é a parte fácil. O dificil é saber quais botões devem ser atarrachados para que a violência diminua.

Quando se olha pra saúde pública, o elo tende a ficar mais tênue, numa primeira abordagem. Ok, vou dar remédio pro cara e ele vai parar de bater na esposa? Olha, se o foco for em saude mental, a correlação é bem evidente, mas esse post aborda uma questão um pouco mais subjetiva no uso de políticas públicas pra combate da violência.

Cabe a saúde pública avaliar as causas da violência por um fator prático: o número de mortes e de atendimentos causados por atos de violência gera um GRANDE débito aos cofres públicos. Causas de mortalidade por fatores externos (que nao sejam doenças) cresceram 50% do fim dos anos 70 pra cá. O fato dessas causas externas atingirem mais aos homens gera, inclusive, veja só você, um desequilíbrio demográfico entre os genêros, reduzindo em 3 anos a expectativa do homem em relação a mulher.

É, meu querido! O furo é bem embaixo!

Há que se fazer um raciocío epidemiológico pra entender a estrutura da violência, setorizando em causas externas chaves. Por exemplo, pra ficar mais fácil: o uso de drogas e álcool, relacionados em grande instância com violência doméstica e acidentes de carro, tende a se mostrar mais evidente se analisarmos certas variáveis. Olhar pra região e idade nos dá uma curvas de crescimento do consumo de alcool e drogas muito mais acentuada que a evolução da gripe espanhola, em valores absolutos.

APLICAÇÃO

Cabe a saúde pública, portanto, pensar e executar tarefas que atinjam não somente as consequências da violência (enfaixar o braço da mulher que apanhou do marido), mas atuar em questões causadoras da mesma. A atuação no campo da prevenção à violência traz o conhecimento já adquirido da prevenção de demais epidemias. As práticas, quando adotadas de acordo com o mesmo procedimento apresenta resultados semelhantes (campanha contra a dengue parecida com campanha contra agressividade em idade escolar? YEAH!).

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