Exportação

Definição

O governo brasileiro entende a exportação de duas formas diferentes: produtos e serviços. Os conceitos são simples de se entender, sendo exportação de produtos o envio por meio físico de bens e serviços sendo a prestação de trabalho no qual o contratante está no exterior.

Além destas duas posições, ainda se pode exportar de forma direta e indireta, sendo na direta a venda do serviço ou produto direto pra uma empresa no exterior e a indireta feita através de uma trading company.

O pagamento de resultado de uma exportação se faz através de bancos internacionais, chamados dealers. O exportador informa um código chamado SWIFT que é tipo o “número da conta” a ser posto no doc de pagamento feito pelo comprador no exterior. As taxas variam de acordo com o sistema de envio, mas ficam em torno de R$90,00.

Exportação

A venda de produtos pro exterior pode ser feita pelo exportafácil dos correios e é uma barbada mesmo. O produto chega rápido, os tributos são recolhidos na hora da remessa e o custo é acessível.

A venda de serviços também não tem nenhum mistério, principalmente quando o resultado do serviço é enviado por meio digital, tipo e-mail. Nesse caso em especial, a tributação é baixíssima, a burocracia pra finalização do contrato é inexistente e a comprovação da remessa de renda do exterior pelos dealers é facílima, de conhecimento de qualquer contador. Algumas saídas, para nós brasileiros, ainda parecem totalmente fora de via. Consultórios odontológicos terceirizam suas secretárias, que ficam na India. Quase todos os serviços de telemarketing da França são operados na África.

Os processos burocráticos pra exportação de produtos só começam a partir de uma determinada escala, quando a remessa precisa ser enviada por navio. Aí entra em cena um cara chamado SISCOMEX.

Aplicação

Muitas são as linhas que o governo apresenta pra estimular exportação. O BNDES tem algumas opções ótimas para viabilizar o investimento. Instituições como a APEX podem dar facilmente o caminho das pedras, inclusive indicando trading companies que facilitam todo o processo.

Muito comum é também a formação de consórcios de exportação, nos quais várias empresas rateiam os custos e exportam por uma só empresa, aumentando o volume, baixando o preço e conseguindo compradores mais qualificados. Um consórcio conhecido para exportação de software é formado pela SOFTEX.

Há também a saída doméstica, a exportação informal, feita por geralmente pessoas físicas, que oferecem serviços pela internet. O mercado crescente neste ramo é para exportação de serviços na área de design, ilustração e desenvolvimento de software.

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ISO

Definição

A ISO é produto de uma instituição criada por uma demanda do exército inglês, durante a segunda guerra mundial. Sua primeira sede foi na Suíça, em 1947, que hoje já é consolidada como a capital mundial da padronização.

A normatização de toda produção bélica dos exércitos aliados foi o início de uma compulsão maniática por padronizar TUDO, fechando mais de 12.000 normas até o final deste post. E contando.

A ONG que administra todas essas normas se chama International Organization for Standardization, o que faz parecer uma incoerência, pois a sigla que nomeia a norma deveria ser IOS. Mas não, foi escolhido ISO pelo prefixo grego que significa IGUAL, como em triângulo isósceles. A maioria das normas são exatamente assim: numa primeira vista nada faz sentido. Quando se estuda um pouco, tudo parece realmente genial.

No Brasil, as normas ISO demoraram pra fazer sucesso, uma vez que o caráter extremamente protecionista do nosso mercado até meados dos anos 90 não obrigava as indústrias a produzir com eficácia e eficiência para se manterem competitivas com influências externas. No entanto, após a abertura operada pelo Collor, o Brasil se tornou o país mais certificador do mundo por dois anos consecutivos.

Hoje, os tigres asiáticos nos ganham de 10 a 0.

ISO

A gente nem percebe, mas nossa vida é permeada por normas ISO. MP3 é uma, código de barra, leitor de cartão, chave dobermman, enfim. Mas duas se sobressaem: ISO 9001 e ISO 9002.

Ambas tratam de sistemas de gestão da qualidade (SGQ), de acordo com os seguintes critérios:

  • Informações gerais sobre a instituição
  • Liderança
  • Recursos para administração
  • Realização do produto ou serviço
  • Medição, analise e melhora

Dentro de cada um desses tópicos, há documentos base e hierarquia de informações que devem ser respeitados. Os conceitos para a padronização de documentos já foram apresentados em outro post, o que dá certa noção da complexidde do trabalho.

A única diferença marcante entre ISO 9001 e ISO 9002 é que a primeira se refere a processos nos quais há preocupação com design.

Aplicação

A ISO não é uma instituição certificadora. Ela vende a metodologia para ser implantada nas empresas, mas não averigua se a empresa realmente a implantou bem. Para isto, é necessário contratar serviços especializados que darão um panorama sobre a implantação da metodologia e quais pontos devem ser melhorados.

Os agentes certificadores são encontrados por um google básico, mas não os contrate sem critérios.

Conceitos para controle de documentos

DEFINIÇÃO

Controle de documentos consiste em estabelecer um padrão e verificar seu cumprimento, para a boa gestão da informação dentro das instituições. Estes padrões garantem que os documentos sejam analisados, emitidos, alterados, aprovados ou re(a)provados sob condições controladas, de forma a evitar o uso de documentos obsoletos ou não-válidos naquela reunião com os acionistas. Padrões, de acordo com a ISO, instituição padronizadora DO MUNDO, são “documento aprovado por um organismo reconhecido que provê, pelo uso comum e repetitivo, regras, diretrizes ou características de produtos, processos ou serviços”.

CONCEITOS PARA CONTROLE DE DOCUMENTOS

O controle de documenos trabalha com uma metodologia própria, que será aborada em posts futuros. Pra começo de conversa, já cabe pensar quais tipos de documentos a instituição possui e como a metodologia lida com eles:

manuais – determinante de metodologias e definidor de parâmetros para a organização.
documentos operacionais – são compostos por procedimentos e instruções de trabalho.
documentos específicos – documentos para facilitar a gestão ou atender a algum requisito legal, como a lista de telefones da diretoria para a secretária.
documentos externos – usados pelo sistema de gestão da qualidade, mas não emitidos internamente. Como a CLT.
formularios – esqueletos para preenchimento de dados para coleta e concentração de informações.
registros – são formulários preenchidos.
lista de controle de documentos – relação que identifica todos os documentos. Tipo um índice.
cópia controlada – cópia com a revisão mais atualizada.
cópia não controlada – cópia com revisão mais atualizada no momento de sua emissão. Tipo quando um diretor te pede um documento pra levar pra fora da instituição. Tu não podes responder pelo controle daquele documento.
cópia obsoleta – cópia com revisão desatualizada, mas recolhida ao arquivo sob qualquer fim.

APLICAÇÃO

Estes conceitos servirão para melhor descrever o procedimento que explica o controle de documentos. Este processo deve ser de ingerência do responsável pela qualidade, sempre com supervisão da presidência ou de alguem diretamente ligado a ela. Muitas pessoas são desorganizadas na essência, não conseguindo se adequar a padrões estabelecidos e, por vezes, vendo isto até como mérito. O processo de implantação do controle de qualidade deve ser muito bem amarrado na instituição, pra que não seja visto como trabalho extra.