Archive for Março 12th, 2008
As 5 Forças de Michael Porter
CONCEITOS
Pra entender as Cinco forças de Porter, é importante saber o que é Indústria. Entao: Indústria é um grupo de empresas fabricantes de produtos que são substitutos bastante próximos. Na medida em que são empresas que fabricam a mesma, ou quase a mesma coisa, a indústria está submetida a mais ou menos as mesmas influências. Porter diz que são 5, somente 5, não mais que 5 influências, que ele chama de força, na medida em que elas exercem pressão sobre a indústria.
Michael Porter é o maior estrategista da história dos estrategistas e quem duvidar, é só perguntar pro google que ele confirma.
AS CINCO FORÇAS DE PORTER
Roubei esta imagem, na cara dura, da wikipédia. Se me processarem, azar:

Pra entender melhor como as forças se comportam, segue uma explicação de cada uma delas:
Rivalidade entre concorrentes – É a agressividade com a qual os concorrentes da indústria lidam com o cliente. A rivalidade interfere na quantidade de investimento em publicidade, taxa de crescimento da indústria, número de concorrentes, entre outros fatores.
Poder de barganha dos clientes – O quanto meus clientes exigem qualidade (cerficações, garantias…)? Há possibilidade de negociar preços (compra em alta quantidade…)? Há critérios legais para se comprar atuar nesta indústria (licitações, sindicatos)?
Poder de barganha dos fornecedores – O quanto a indústria depende de fornecedores específicos? Há como diferenciar os insumos? Os fatores de produção afetam muito o preço de venda do produto?
Ameaça de novos entrantes – Quão alta é a barreira para um empreendedor entrar nesta indústria? Há questões ambientais? Licenças concedidas pelo poder público? O capital para iniciar o negócio é muito alto? Novos entrantes podem dificultar a entrada do empreendedor nesta indústria, e neste ponto pode ser visto como negativo. Já para aqueles que já fazem parte da indústria, a ameaça de novos entrantes é positiva, na medida em que diminui a concorrência.
Ameaça de produtos substitutos – Há produtos que podem ser descartados do mercado por inovações. Os exemplos podem ser os mais diversos e as vezes desafiam a criatividade do planejador. Quem poderia prever a queda das viagens a negócios com a disseminação da banda larga? A video conferência ocasionou uma redução na lucratividade dos hotéis empresariais. Outro fator a se considerar é quanto a facilidade do produto se tornar obsoleto, como o clássico caso da Olivetti, que deixou de existir por se manter fazendo máquinas de escrever.
APLICAÇÃO
As cinco forças direcionam pro que deve ser analisado de toda a indústria. Saber o comportamento de cada uma serve pra que se consiga montar uma matriz SWOT baseado na realidade. O difícil, na verdade, é conseguir definir com precisão a indústria na qual se está inserido. Pra isto, tem este post aqui que pode ser útil.
7 comments Março 12, 2008
Grupos Estratégicos
CONCEITOS
Estudar a concorrência faz parte da análise estratégica, segunda parte de um plano estratégico. Definir a concorrência correta a ser estudada é um passo tão difícil quanto importante para o sucesso da estratégia definida pelo plano.
Pra gente entender como se faz isso, é necessário saber duas coisas:
1. Plano estratégico é o documento no qual a organização define o melhor caminho para atingir seus objetivos.
2. Indústria é “um grupo de empresas fabricantes de produtos que são substitutos bastante próximos entre si.” (Porter, 1986).
GRUPOS ESTRATÉGICOS
Um grupo estratégico é um conjunto de organizações que fazem parte da mesma indústria, e que adotam estratégias iguais ou semelhantes. Este grupo é identificado geralmente pelo cruzamento de duas variáveis, o que permite que se faça uma matriz de análise da concorrência.
A receita de bolo é mais ou menos assim:
1. definição da indústria que a organização faz parte, de forma bem ampla
2. definição de concorrentes pertencentes a esta indústria
3. divisão dos concorrentes de acordo com duas variáveis, em uma matriz
4. identificação dos grupos que podem atingir a organização.
Então indo pra prática: digamos que eu seja uma escola particular de pequeno porte, pra classe A, que aborda alguns bairros em Porto Alegre. Agora é só seguir a receita de bolo:
1. a minha indústria é a de Escolas em Porto Alegre (fácil, ein?).
2. 1.Anchieta, 2.Dom Bosco, 3.Leonardo da Vinci, 4.João XXIII, 5.Farroupilha, 6.Santo Antônio, 7.Rainha do Brasil, 8.Rosário, 9.São Joã, 10.Positivo e 11.Saber.
3.

4. Os concorrentes que me interessam nesta configuração são os que se aproximam de mim, ou seja, regionais e de classe A. Também tenho que pensar que as Escolas da classe B que atuam no meu bairro também podem se tornar meus concorrentes, assim como as de classe A. Desta forma, consigo estabelecer quais concorrentes devo analisar, pois sei quais são os grupos estratégicos que compõem minha indústria. Pra se conseguir chegar a grupos estratégicos confiáveis, é importante fazer diversas simulações, com variáveis diferentes. Também escolher as duas variáveis é importante: elas não podem representar a mesma coisa (porte e número de alunos, por exemplo, são praticamente a mesma coisa).
APLICAÇÃO
Os grupos estratégicos servem pra que a gente consiga analisar a concorrência que importa para a organização. Sem isto, somos capazes de acabar analisando e desenvolvendo estratégias levando em conta um concorrente com viés estratégico diferente ao da nossa organização.
1 comment Março 12, 2008