Recomendação – Total Qualidade

Pessoal, recomendo o site do Rigoni, profissional experiente que trabalha na região sudeste, com ênfase maior no Rio de Janeiro. Confiram em http://www.totalqualidade.com.br/. Ouvi os podcasts do cara e valeu pela qualidade das informações!

Abraços e boa diversão.

agosto 16, 2010 at 12:56 pm 1 comentário

Mobilização Social

CONCEITOS

Não é muito fácil ter muitas pessoas alinhadas as tuas propostas, pensando e agindo conforme o que tu acredita que seja o correto. Parece que nós, pra exercitar a individualidade e nos acreditarmos únicos, precisamos constantemente reforçar ideais tão particulares que acabam sendo incompatíveis com os ideais de outras pessoas da mesma comunidade. No fim, todos nós queremos acertar, mas do nosso jeito.

Justamente por reconhecer as dificuldades que envolvem trabalhar conjuntamente com grande quantidade de pessoas, mas entender a importância da unidade de pensamento para compor estratégias que resolvam problemas casca grossa, o professor Bernardo Toro se debruçou na constituição de uma técnica de Mobilização Social. Neste post, vamos ver os principais pontos desta técnica, que eu considero brilhante.

Antes de entrarmos no assunto propriamente, é bom que tu saiba duas coisas:

Mobilização é convocar voluntários a um propósito, com interpretações e sentidos compartilhados.

Ou seja: mobilizar é um ato de liberdade, que depende da paixão dos envolvidos, para atuarem com precisão, foco e razão, a partir de ferramentas de comunicação.

Apesar de termos subvertido o termo convocar, seu sentido não é de obrigatoriedade, mas sim de compartilhamento da responsabilidade.  O voluntário só se dispõe a atuar sobre o que ama, sobre o que tem paixão. E atuar com propósito, significa atuar focado, de forma precisa e não através de objetivos difusos, pouco claros. Por fim, compartilhar interpretações e sentidos é praticamente uma definição de comunicação, que não seja manipulativa ou persuasiva.

Sociedade contemporânea se caracteriza como urbanizada (porém não totalmente urbana), reconhecida através de elementos situacionais (profissão, hobbies, opção sexual), cuja leitura de cidadania transcende o papel do Estado e aproxima-se ao ideário de viver bem.

A partir desta abordagem, as questões de territorialidade perdem força. A identidade local tende a deixar de ser relevante, quando se compara a outras formas de indexação social. As intervenções extranacionais crescem em frequência e intensidade, compondo consumidores internacionais, com padrões de qualidade de vida internacionais. O referencial comparativo de viver bem está além da comunidade. Isto leva a um problema real na mudança de padrão das reivindicações sociais. Os movimentos sociais tendem a atuar não mais pelo aparelhamento do Estado ou pela oportunidade de construção conjunta.

Na prática, a sociedade não está mais mobilizada por hospitais ou escolas ou mais policiamento. Transcendeu-se este conceito, muito claro até os meados do século passado. Hoje, as reivindicações são mais ligadas a moralidade do Estado (ficha limpa), ao reconhecimento de direitos optativos (casamento homossexual), ao reconhecimento dos limites individuais (aborto), entre outros. Discute-se muito mais os conceitos.

Enfim, se eu seguir com esse papo, este vai ser o post mais imenso da história do blog. Vou direto ao assunto.

MOBILIZAÇÃO SOCIAL

A cartilha parece simples. Tem uma receita de bolo. Vou abrir cada um dos passos, pra que seja possível discutir problemas mais comuns e formas de resolvê-los.

1. Construção do Imaginário

Este é um problema de paixão. Qual será a imagem da mobilização? Pra onde iremos? Qual é nosso sonho? Como o mundo estará quando alcançarmos o sucesso? A definição do imaginário é semelhante a definição da Visão, nos princípios organizacionais de qualquer empresa. A forma como a paixão se mobiliza não é através da lógica, mas sim através de imagens e representações. Deve-se converter o discurso lógico, duro, matemático, em algo que mova a paixão.

O imaginário está atrelado a um desafio imposto pela sociedade. O desafio já deve estar lá: o imaginário somente o traduz, o concretiza, o evidencia. Não há imaginário construído em cima de um problema que não existe, seja sentido e que haja interesse de solução. Desta forma, o imaginário garante sua legitimidade, contribui para a coletivização (como veremos mais adiante) e tem facilitada sua inserção em meios de massa que, se bem manejados, favorecem a construção de uma iconografia expressiva para os excluídos da comunicação (crack nem pensar).

Importante é entender que fazer o imaginário não é fazer um spot publicitário. Isto é parte do imaginário, talvez para torná-lo inteligível, compreensível, mais aderente, mas ele não se reduz ao spot.

2. Identificação, mobilização e instrumentalização dos reeditores

Reeditores são pessoas com público próprio. Amplia teu conceito e abrange qualquer pessoa capaz de se apropriar de informações, alterá-la conforme suas percepções, filtrar o que considera certo e errado e, principalmente, que quando fala o produto destas alterações, é ouvida. Costureiras, cabelereiros, professores, médicos, advogados… qualquer pessoa que tenha voz na comunidade, não só institucionalizada mas reconhecida. O reeditor não é um papagaio. Ele deve ser capaz de adequar a informação às referencias da comunidade na qual está inserido. Isto particulariza a comunicação, dá respaldo, segurança e garante que os mesmos signos serão usados entre aqueles que se conhecem. Mesmo que a mensagem esteja codificada pelos olhos do produtor social, do emissor, o reeditor faz o trabalho de “traduzi-la” para a linguagem da comunidade.

Via de regra, é fácil identificar um reeditor quando alguém na comunidade atende os três quesitos:

1) trata-se de uma pessoa que tem um público próprio, cativo, mesmo que não exclusivo.

2) é uma pessoa que pode negar, transmitir, introduzir e criar sentimentos

3) é capaz de modificar as formas de pensar, sentir e atuar de seu entourage

O reeditor estará disposto a participar de uma mobilização quando estiver sensibilizado pelo imaginário e quando compreender seu papel, identificar o que possa fazer pra viabilizar a mudança. O imaginário, portanto, deve despertar a paixão no reeditor. Dessa forma, a mobilização vai ocorrer quando os reeditores, em seu trabalho quotidiano, estão tomando decisões, desenvolvendo discursos e atuando em função de um imaginário. Neste momento há mobilização.

3. Coletivização

Parte importante no processo de mobilização social é a identificação do reeditor com os demais reeditores que atuam sob o mesmo imaginário.  Já vimos que o conceito de sociedade transcende a territorialidade e está atrelado a questões situacionais, de reconhecimento próprio. Desta forma, os diversos reeditores devem se reconhecer como parte do mesmo grupo social, através do compartilhamento deste imaginário. Um exemplo claro são os Jesuítas, que reconhecem uns aos outros, independente de onde estejam atuando, muito por dividirem um mesmo imaginário.

A construção da coletividade através da interação entre os reeditores com o mesmo imaginário consolida o projeto de mobilização social e estrutura a rede de atuação destes atores. A partir desta rede de reeditores, os processos de instrumentalização, ou seja, a forma com que a informação será repassada aos reeditores e dos reeditores para as comunidades torna-se em grande parte autônoma, com gestão conjugada entre os reeditores e o produtor social.

Neste post não cabe a discussão, mas projetos de mobilização social que atuam sobre problemas estruturais, geralmente encontrarão reeditores mobilizados por imaginários distintos, mesmo que o objetivo das ações seja o mesmo. Neste ponto, um acordo entre os diversos produtores sociais promotores dos distintos imaginários é a melhor solução. Sempre percebendo as particularidades de um acordo, que difere de uma negociação ou um convênio.

APLICAÇÃO

O profissional que se propõe a articular as diferentes instâncias necessárias para concretizar a mobilização social, conceitualmente, está atrelado ao produtor social, ou seja, aquela instituição que tem a idéia, organiza as equipes técnicas, organiza as finanças e seleciona os atores para desenvolver o imaginário e sensibilizar os reeditores. Este profissional deve apresentar as seguintes características (dentre muitas outras),

1. Saber como construir um imaginário.

2. Entender como identificar e instrumentalizar os reeditores.

3.  Saber de que forma o reeditor pode ter uma participação efetiva no imaginário.

4. Compreender como gerar processos de coletivização dentro de seus reeeditores.

Ao produtor social cabe entender muito bem o campo de atuação dos reeditores, suas particularidades e conflitos. A produção de todos os recursos de comunicação se dará a partir da identificação do perfil majoritário destes reeditores.

junho 6, 2010 at 1:40 pm Deixe um comentário

Ano Internacional para Aproximação das Culturas

CONCEITOS

A definição de 2010 como o ano internacional para a aproximação das culturas deu-se em documento formalizado através da resolução 63/22 da Assembléia Geral das Nações Unidas, em 16 de dezembro de 2008. O reconhecimento da UNESCO como lider deste processo deu-se pelo sucesso a missões já delegadas ao Organismo Internacional, particularmente o Ano Internacional da Cultura da Paz em 2000 e a Agenda Global pelo Dialogo entre as Civilizações, em 2001.

Conforme plano de ação definido para a celebração de 2010 como o Ano Internacional para Aproximação das Culturas, quatro estratégias preponderantes serão executadas. A seguir, veremos brevemente cada uma dessas estratégias.

ANO INTERNACIONAL PARA APROXIMAÇÃO DAS CULTURAS

O plano de ação que organiza o ano internacional é composto prioritariamente por quatro estratégias e sete modalidades de implementação. A UNESCO é assim, toda cheia de categorias em seus planos de ação, o que é excelente pra quem precisa customizar qualquer projeto ou proposta ao que foi definido. Fica claro demais. Vou tentar transpor esses principais itens pra cá.

As estratégias:

Estratégia: Promoção do conhecimento sobre a diversidade.

Definição: Com base na consistente necessidade de se conhecer o outro para que o diálogo possa ser estabelecido, será estimulada a percepção da história das civilizações, assim como será dado visbilidade para qualquer processo que tenha estimulado diálogos interculturais, com ênfase nas ações desempenhadas pela juventude. Também é foco desta estratégia o estímulo ao intercâmbio de idiomas, como porta de entrada para informações, artes e influencias criativas. O objetivo principal destes diálogos é criar ambiente para que a religião seja discutida por líderes de diferentes regiões, com vistas a aumentar o conhecimento mútuo sobre espiritualidade e temas implícitos.

Estratégia: Elaboração de um conjunto de valores comuns.

Definição: Estimular os diálogos interculturais é um processo que demanda não somente a promoção da diversidade cultural, mas também o reconhecimento de valores compartilhados, como a liberdade, igualdade, solidariedade, tolerância, respeito pela natureza e responsabilidade conjugada. Para isso, é necessário enfatizar o papel da mídia, dos eventos, festivais culturais, esportivos e religiosos, abordando fortemente os espaços públicos, como modo de disseminar estes valores, objetiva e subjetivamente.

Estratégia: Consolidação de uma educação de qualidade e construção das competências interculturais.

Definição: A educação exerce papel fundamental no respeito aos direitos humanos, como preconizado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, e deve conferir a quem aprende não somente os conhecimentos e valores para entender ao próximo, mas também competências específicas para se ter abertura e apreciar a diversidade cultural. Será estimulada a revisão de livros didáticos, material para aprendizado e currículos escolares, levando em conta diferentes processos de aprendizado. Da mesma forma, deve se dar muita atenção ao papel do professor em ensinar conteúdos definidos que induzam e preparem os jovens ao diálogo e os ensine a pensar criticamente.

Estratégia: Incentivo ao diálogo sobre o desenvolvimento sustentável.

Definição: Novos espaços de diálogo também são oferecidos diariamente pelas ciências. Isto inclue a ciencia moderna, assim como as ciencias baseadas em tradições, explorando formas de reconhecer contribuições autóctones ao desenvolvimento sustentável e um modelo de desenvolvimento ambiental e agrícola alternativos. Há uma necessidade de se buscar e multiplicar novas plataformas de trocas e práticas inovadoras que nos conduzam a um pluralismo cultural em niveis locais, nacionais e regionais.

As modalidades de implementação:

1. mobilizar não somente os Estados, mas também a sociedade civil, sensibilizando queles que não se sentem responsáveis pelo problema;

2. adotar uma abordagem hosítica, que incorpore as demais agencias do sistema das Nações Unidas, assim como organizações intergovernamentais e não governamentais;

3. tomar vantagem nas incalculáveis realizaçòes da UNESCO nas áreas de diálogos interculturais, particularmente com a juventude e nas questões de gênero;

4.  promover exemplos positivos e projetos originais, particularmente sobre eventos políticos, culturais e esportivos em níveis regionais, nacionais e internacionais;

5. também infatizar nas Nações Unidas/dias internacionais que tenham relação com o tópico, especialmente naqueles que a unesco for a agencia líder;

6. revitalizar acordos de cooperação entre a UNESCO e organismos governamentais e não governamentais, numa abordagem multidisciplinar e inter agencia;

7. levantar fundos extra-orçamento para financiar projetos relevantes.

APLICAÇÃO

A abordagem do ano internacional em projetos de cunho social ou no desenvolvimento de políticas públicas evidencia um alinhamento da estratégia priorizada com o cenário mundial. Com base nisso, via de regra, a captação de recursos por linhas governamentais e inclusive nos organismos internacionais pode ser facilitada.

Para a o organismo internacional, a importância da ação focada para a concretização da estratégia é claramente demonstrada por Kaplan e Norton, em seu livro “A Estratégia em Ação”. A necessidade de se estabelecer estratégias de longo prazo, com abordagens globais, reforça a importância da ação local, focada, levando em conta elementos que não podem ser abordados pela alta gestão. Tendo cunhado o termo “pensar global para agir local” (que apesar de ser um chavão, eu sempre concordei), esta referência dá subsídios para justificar a atuação de projetos de cooperação junto a estratégia definida pela UNESCO, levando em conta suas limitações de regionalidade e escopo.

fevereiro 23, 2010 at 10:29 pm Deixe um comentário

Lembrai

Lembrai-vos do que planejastes, pois esta é a chave do sucesso.

fevereiro 13, 2010 at 2:38 pm 2 comentários

Combined Approach Matrix

CONCEITOS

As diferentes áreas do conhecimento demandam ferramentas específicas para que se encontre os corretos meios de se definir as prioridades de determinados projetos. Estas ferramentas delimitam o escopo de trabalho, através de ações que minimizam o nível de subjetividade neste processo.

Por diferentes motivos, é sabido que o direcionamento de qualquer esforço em uma organização nem sempre é orientado para a obtenção de seus objetivo estratégicos. Elementos como prioridades específicas dos diferentes stakeholders, turbulências no cenário da organização e expertises naturais identificados tendem a fazer com o que o projeto seja elaborado pela lei do menor esforço, que nem sempre é o mais inteligente a se fazer.

Com base nisso, para projetos de pesquisa relacionados à área da saúde, o Global Forum for Health Research desenvolveu, em 2004, a Combined Approach Matrix – Matriz de Abordagens Combinadas, que apresenta um método para a correta “recolha, organização e a análise de informações necessárias para para o estabelecimento de prioridades” (The Combined Approach Matrix: A priority-setting tool for health research, 2004). Este método visa reduzir a relação 10/90, na qual somente 10% dos recursos investidos na saúde  são destinados para 90% dos problemas hoje presentes no mundo.

Pra saber, o Global Forum of Health é uma organização internacional independente que visa demonstrar a importância da pesquisa e inovação para a saúde e para a equalização da saúde no mundo. É no mínimo um objetivo nobre.

MATRIZ DE ABORDAGENS COMBINADAS

Esta matriz (ISBN 2-940286-26-4), estabelece uma sequencia lógica de ítens a serem levantados para sua composição. Avalia-se que devem participar deste levantamento os atores principais de saúde, cruzados com determinados tipos de informações sobre cada doença, de acordo com o seguinte quadro:

A definição para cada linha:

  • Carga da doença – constatação do tempo de vida perdido em decorrência da doença, devido a mortalidade, morbidade ou deficiência prematura.
  • Determinantes – causa raiz da permanente relevancia da doença.
  • Nivel atual de conhecimento – relatórios, literatura internacional e carga de pesquisa debruçada sobre a conteção da doença em foco.
  • Custo-efetividade – análise do impacto de pesquisas e potenciais intervenções com relação a carta da doença.
  • Fluxo de recursos – cálculo do investimento atual direcionado para pesquisa em doenças específicas e determinantes.

E as colunas:

  • Indivíduo, família e comunidade – elementos relevantes para promover a redução da carga da doença que podem ser modificado no âmbito individual, familiar ou comunitário. Incluem ações de reposicionamento cultural e atuação na saúde básica.
  • Ministério, secretarias estaduais, municípais e demais instituições de saúde – apresenta as contribuições dos sistemas de saúde para o controle de doenças. Fecha o foco em internvenções biomédicas, políticas e estruturas e potencial da comunidade científica para dar resposta aos estímulos de pesquisa.
  • Outros setores da sociedade – destaca causas externas ao sistema de saúde. Por exemplo: papel do setor de transportes nos acidades de trânsito.
  • Definidores de políticas macroeconômicas – avalia políticas nacionais e internacionais relacioadas com a enfermidade. Por exemplo: possibilidade da quebra de patentes para tratamento de portadores de HIV.

APLICAÇÃO

A aplicação da CAM possibilita definir, gradativamente, prioridades de pesquisa em saúde nas esferas global, regional, nacional ou local. A Matriz é uma ferramenta útil para organizar, apresentar e resumir as evidências constatadas, possibilitando identificar prioridades de pesquisa em saúde a partir das lacunas de conhecimento.
Em resumo, a CAM apresenta as funções listadas a seguir:
  • Reune, de forma sistemática, todas as informações atualmente disponíveis sobre uma doença específica ou fator de risco.
  • Identifica lacunas de conhecimento e desafios futuros.
  • Relaciona, ao definir prioridades, as dimensões econômicas (processo de cinco fases) com as dimensões institucionais (atores e fatores), permitindo determinar a situação de saúde da população.
  • Permite identificar as características comuns entre as doenças e fatores de risco.
  • Possibilita definir prioridades com base nos problemas locais, nacionais, regionais ou globais.
  • Auxilia, principalmente, o processo de definição de prioridades de pesquisa em doenças e fatores de risco.
  • Viabiliza relacionar problemas de saúde com problemas de pesquisa;
  • Permite identificar rapidamente os efeitos que uma mudança em um compartimento (célula) da Matriz pode acarretar sobre os demais;
  • Torna possível avaliar diversos fatores externos ao setor saúde, os quais também produzem impactos significativos à saúde da população.
É importante ter presente, contudo, que a CAM sintetiza o conjunto de evidênciasdisponíveis para se eleger prioridades de pesquisa em saúde, mas não se constitui, elaprópria, em um algoritmo ou fórmula que estabelece tais prioridades.

novembro 28, 2009 at 1:58 pm Deixe um comentário

ISO 27001

CONCEITOS

ISO é um comitê internacional de padronização. Mais informações no post sobre a 9001. A numeração das normas ou classificações decorre da ordem em que são criadas e da seriação interna pra tipo. Segurança da informação trata de todos os ativos de informação da organização, então vamos lá: ativos intangiveis, segundo o comitê de pronunciamentos contábeis é 

um ativo não monetário identificável sem substância física ou, então, o ágio pago por expectativa de rentabilidade futura (goodwill)”.

Ou seja, informação contabilizável é tomada como um ativo alvo da 27001. É importante definir isto aqui pra que não se confunda o conceito de QUALQUER INFORMAÇÃO, com a da informação quantificável com vistas a gerar uma rentabilidade futura.

ISO 27001

A aplicação da 27 (apelido da norma) passou a se tornar uma coqueluche nos últimos anos devido resolucao_3380. Esta norma diz que toda instituição finaceira (e algumas outras), devem ter até o final de 2007 uma efetiva implementação da estrutura de gerenciamento de risco operacional, conforme este cronograma:

I – até 31 de dezembro de 2006: indicação do diretor responsável e definição da estrutura organizacional que tornará efetiva sua implementação;
II – até 30 de junho de 2007: definição da política institucional, dos processos, dos procedimentos e dos sistemas necessários à sua efetiva implementação;
III – até 31 de dezembro de 2007: efetiva implementação da estrutura de gerenciamento de risco operacional, incluindo os itens previstos no art. 3º, incisos III a VII.
Parágrafo único. As definições mencionadas nos incisos I e II deverão ser aprovadas pela diretoria das instituições de que trata o art. 1º e pelo conselho de administração, se houver, dentro dos prazos estipulados.

A norma foi publicada na metade de 2006, tempo o bastante pra aquecer o mercado da norma até o ponto em que estamos. O número de consultorias nascidas deste momento e que até hoje pipocam por aí é grande. Quem não entrou até agora, corra que a oportunidade está se encerrando.

A 27 trata especificamente sobre como estabelecer, administrar, implementar, operar, monitorar, manter e melhorar o ISMS - Information Security Management System. A norma segue a lógica do PDCA, conforme tabela a seguir:

Ítem
do ciclo PDCA

Referência
na norma

Plan (estabelecimento
do ISMS)

Estabelecimento de políticas, objetivos, processos e procedimentos erlevantes para a administração do risco e a melhoria da segurança da informação, para entregar esultados de acordo com a estratégia da organização.

Do (implementando e
operando o ISMS)

Implementaçào e
operação das políticas do ISMS, controles, processos e procedimentos.

Check (monitorando e
revisando o ISMS)

Valoração e, quando aplicavel,
mensuração da performance dos processos em comparação com as políticas do ISMS, objetivos e experiencias práticas. Estes resultados devem ser reportados à gestão para análise.

Act (mantendo e
melhorando o ISMS)

Tomada de ações corretivas
e preventivas, baseadas nos resultados das audiencias internas do ISMS e demais informações advindas da gestão ou demais fontes relevantes.

 

Com base nas práticas recomendadas pela norma, em cada um destes ítens, é possível garantir que, por exemplo, a organização terá alguem capacitado e com ações definidas caso haja, digamos, um ataque de hackers ao sistema de comércio eletônico. A norma inclusive prevê inúmeras situações, com as respectivas ações de controle, como o que fazer quando um colaborador é desligado da organização ou que medidas tomar para prevenir que haja dano ou acesso físico ao local em que a organização está depositada.

APLICAÇÃO

A primeira certificação na área no Brasil foi do Banco Matone, pela empresa Axur, em 2003. Na época, falava-se da BS 7799, que deu origem a 27. Segundo o blog da empresa, a jogada é toda baseada em manter tudo muito simples, pra fazer dar certo.

A 27 tem um papel fundamental na Sarbane Oxley (lei norte americana para regrar inseguranças na gestão de empresas). O senhor Carlos Simões, Gerente da Área da Qualidade da Synapsis Brasil, tem um excelente paper sobre esta relação. Ele diz:

A tecnologia da Informação possui um papel essencial nos levantamentos Sarbanes Oxley. O tratamento e controle de dados financeiros dependem diretamente de sistemas. A qualidade e confiabilidade dos dados financeiros está diretamente relacionada a ao nível da qualidade aplicado no desenvolvimento, manutenção e operação dos sistemas de informação.

Controles automáticos das aplicações que geram impacto financeiro deverão ser identificados durante os levantamentos de controles de processos de negócio.

Controles automáticos cooperam para este fim, sem a necessidade de intervenção humana para sua operação.

È fundamental que se rastreia e documentos todo relacionamento entre as aplicações financeiras e as outras aplicações de negócio da empresa. Nem sempre a origem dos dados se dá na aplicação financeira e sim no sistema de “billing” da empresa. Como por exemplo, um sistema comercial que faz faturamento, cobrança e arrecadação, fornecendo informações para a área financeira da empresa. Todo o cuidado deve ser tomado com relação à integridade das informações desde sistema comercial.

Em escala mais abrangente, a FNQ cita a necessidade do que se chama da tríade da segurança da informação no seu critério 5 – Informação e Conhecimento, apoiando ainda mais a disseminação dos conceitos da 27.

maio 2, 2009 at 11:57 pm Deixe um comentário

Barreiras de Entrada

CONCEITOS

Barreiras de entradas é um dos elementos de uma das cinco forças de Michael Porter. Especificamente, as barreiras de entrada estão relacionadas aos novos entrantes, na medida em que facilitam ou dificultam que novas empresas façam parte da concorrência. As outras quatro são forças são: compradores, fornecedores, substitutos e concorrentes. Estas cinco forças devem ser levadas em conta na hora de se analisar a atratividade de um mercado. Também são largamente usadas para fazer análise de tendência. Métodos mais complexos de planejamento veem o modelo de 5 forças como insipiente, mas confiem em mim: ele dá conta do recado total.

BARREIRAS DE ENTRADA

As barreiras de entradas são o conjunto de reações que o empreendedor pode esperar ao querer participar de um novo negócio. Via de regra, são geridas pelos concorrentes já existentes. Segundo Michael Porter, existem seis fontes principais de barreiras e vamos analisar uma a uma:

  • economia de escala: é refletido no baixo custo em detrimento de alta produção. Um novo competidor deve se submeter ao risco de começar com uma escala alta ou aumentar seus custos de produção, tornando a margem de lucro pouco atrativa ou o preço final ao consumidor acima da média de mercado. Também pode ser atingido na medida que empresas já atuantes em um mercado rateiem custos conjuntos ou de produção vertical.
  • diferenciação do produto: é quando as marcas já concorrentes em um determinado nicho já estabeleceram uma relação de proximidade com o consumidor, a ponto de tornar dificil a identificação de uma nova marca atuando no segmento.
  • necessidade de capital: a necessidade de se investir grande soma de recursos para entrar em um determinado mercado é uma das barreiras mais comuns para novos entrantes. Investir grandes somas em P&D ou necessitar de capital de giro em excesso para competir em um determinado mercado faz boa parte dos empreendedores se esquivarem de alguns nichos específicos de negócios.
  • custos de mudança: são percebidos pela necessidade de investimento que o consumidor é compelido a fazer no momento em que opta por trocar de fornecedor. Custos com novo treinamento, equipamentos auxiliares ou custos de relacionamento entre fornecedor e comprador são muito comumente estabelecidos para preservar o cliente da tentação de um novo entrante.
  • acesso aos canais de distribuição: é comumente imposto ao escoamento logístico do produto, podendo inviabilizar um novo empreendimento pelo custo ou acesso. Geralmente a barreira é imposta quando há restrição aos canais de distribuição e estes já estão dominados pelos concorrentes tradicionais.
  • desvantagens de custo em detrimento da escala: as empresas estabelecidas podem encontrar situações favoráveis de custo que não estejam relacionados a escala. Alguns exemplos são: posse do copyright sobre o que será desenvolvido ou sobre o processo de desenvolvimento do produto, local privilegiado, favorecendo o escoamento da produção, subsídios oficiais advindos de linhas de investimento, curva de aprendizado, entre outros.

APLICAÇÃO

A análise das cinco forças, em especial das barreiras de entrada, é fator determinante na decisão do empreendedor por tomar a frente e investir em um negócio ou considerar os riscos envolvidos. Geralmente, barreiras de entrada mais altas garantem mais condições de sucesso para aqueles dispostos a vencê-las. Mercados que envolvem este tipo de investimento não são, definitivamente, feitos para amadores ou empreendedores aventureiros.

Por outro lado, cabe considerar a mobilização dos antigos players em um determinado nicho para conseguirem elevar as barreiras de entrada. Influencias diretas no cenário, orquestradas a partir da influencia em associações, sindicatos, governo ou através da ação coordenada das empresas, pode garantir que o mercado se restrinja aos atuais players.

abril 27, 2009 at 10:43 pm 5 comentários

Violência vista como problema de saúde pública

CONCEITOS

Este post aborda práticas de saúde pública para resolver questões relacionadas à violência. Violência difere de criminalidade. Indo pra conceituação mais teórica, violência segundo Maria Cecilia Minayo, é o evento representado por ações realizadas por indivíduos, grupos, classes ou nações que ocasionam danos físicos ou morais a si próprios ou a outros.  Ou seja, a questão toda passa pela intencionalidade do dano. É este o fim, o objetivo da ação.

Saúde pública, por sua vez, aborda o conjunto de práticas ordenadas pelo Estado, com foco em prover melhores condições para o completo bem estar. Essa idéia de completo bem estar é da OMS, então quem sou eu pra discutir? OMS disse, tá dito. Encerrou o assunto. Quer discutir? mandachuva@oms.com.br Fica a vontade. A saúde pública aborda políticas de saneamento básico, provimento de ações profiláticas, medicamentos, exames e toda estrutura do SUS que a gente tá acostumado a ouvir falar. E graças a Deus, só ouvir falar.

VIOLÊNCIA VISTA COMO PROBLEMA DE SAÚDE PÚBLICA

Ok, concordamos aqui que a violência pode ser vista como um problema de vários donos. O desemprego que neguinho nao consegue por dinheiro pra dentro de casa, a educação que não da base cultural, a igreja como BASTIÃO dos valores morais, a academia brasileira de letras que permite palavras de baixo calão na literatura… enfim, nomear os culpados é a parte fácil. O dificil é saber quais botões devem ser atarrachados para que a violência diminua.

Quando se olha pra saúde pública, o elo tende a ficar mais tênue, numa primeira abordagem. Ok, vou dar remédio pro cara e ele vai parar de bater na esposa? Olha, se o foco for em saude mental, a correlação é bem evidente, mas esse post aborda uma questão um pouco mais subjetiva no uso de políticas públicas pra combate da violência.

Cabe a saúde pública avaliar as causas da violência por um fator prático: o número de mortes e de atendimentos causados por atos de violência gera um GRANDE débito aos cofres públicos. Causas de mortalidade por fatores externos (que nao sejam doenças) cresceram 50% do fim dos anos 70 pra cá. O fato dessas causas externas atingirem mais aos homens gera, inclusive, veja só você, um desequilíbrio demográfico entre os genêros, reduzindo em 3 anos a expectativa do homem em relação a mulher.

É, meu querido! O furo é bem embaixo!

Há que se fazer um raciocío epidemiológico pra entender a estrutura da violência, setorizando em causas externas chaves. Por exemplo, pra ficar mais fácil: o uso de drogas e álcool, relacionados em grande instância com violência doméstica e acidentes de carro, tende a se mostrar mais evidente se analisarmos certas variáveis. Olhar pra região e idade nos dá uma curvas de crescimento do consumo de alcool e drogas muito mais acentuada que a evolução da gripe espanhola, em valores absolutos.

APLICAÇÃO

Cabe a saúde pública, portanto, pensar e executar tarefas que atinjam não somente as consequências da violência (enfaixar o braço da mulher que apanhou do marido), mas atuar em questões causadoras da mesma. A atuação no campo da prevenção à violência traz o conhecimento já adquirido da prevenção de demais epidemias. As práticas, quando adotadas de acordo com o mesmo procedimento apresenta resultados semelhantes (campanha contra a dengue parecida com campanha contra agressividade em idade escolar? YEAH!).

janeiro 29, 2009 at 3:36 pm Deixe um comentário

Gestão contemporânea e jogos de interpretação

CONCEITOS

Os jogos de interpretação ou roleplaying games (RPG) vem sendo utilizado em várias áreas da administração contemporânea. A gestão do conhecimento entende o storytelling como uma ferramenta pra manter nas organizações o conhecimento dos colaboradores. A experiencia de simulação em grupo tem sido usada cada vez mais pra resolver conflitos em recursos humanos. Dentro da exploração de cenários, as histórias conjuntas tem trazido elementos vivenciais e qualitativos sobre como os líderes da organização devem se portar frente as tomadas de decisão que envolvam risco e conflitos. Os alternate reality games são utilizados para permitir uma interação concreta entre o cliente e a marca/cultura organizacional.

Este post apresentará algumas características dos jogos de interpretação e em sua aplicação, um roteiro-base para uma “sessão” de RPG.

RPG

O Rpg é um jogo que surgiu oficialmente em 1974, quando do lançamento do jogo Dungeons & Dragons, pelo recém falecido Gary Gigax e seu amigo Dave Arneson. Na época, ele era jogado como uma evolução dos jogos de estratégia. Ao invés de somente se jogar os movimentos de tropas de ataque e defesa, o cenário da guerra e a reação dos exércitos foi mais humanizada.

Estruturalmente, o RPG deve ser jogado em duas instâncias. A primeira é restrita a imaginaçao, na qual histórias são construidas e narradas para jogadores que respondem por interpretar personagens que vivenciam as experiências e colocam seus elementos no jogo. O “mestre do jogo” define qual será o destino do mundo e os jogadores intervem neste destino maior com um certo livre arbítrio. No fim das contas tudo acaba acontecendo como o mestre prevê. Mais ou menos como são as coisas de verdade.

Outra instância é vinculada às regras, que determinam estatísticamente se o que teu personagem disse que queria fazer, ou que o mestre do jogo disse que iria acontecer, pode realmente ocorrer. Geralmente os RPGS mais voltados para entretenimento usam aqueles dadinhos coloridos e com vários lados, (diferentes dos dados de 6 lados que a gente usa pra jogar general) no seu sistema estatístico. RPGS mais elaborados podem utilizar simuladores de indicadores organizacionais ou simplesmente abolir esta instancia e conduzir todo o jogo somente na imaginação.

Há ainda quem diga que o rpg ocorra em outra instância, a social, na qual as pessoas ao redor da mesa interagem FORA DO JOGO, sobre coisas DO JOGO e esta interação influencia os resultados da aventura, vinculado o jogador ao personagem. Eu prefiro não levar esta em conta por quebrar o principal objetivo do RPG: interpretação de papéis.

APLICAÇÃO

A estrutura de uma sessão de RPG deve ser conduzida como a criação de uma história, com alguns cuidados que transcendem a estrutura de introdução, desenvolvimento bipartite e conclusão.

1. Todas as pessoas que interagem com os personagens devem ter sua personalidade bem definida, de modo que não pareça que são todos mesmos robôs saidos da mesma fábrica.

2. O ambiente deve favorecer a condução da sessão. Pouco som ou música ambiente, luz adequada, nenhuma interrupção podem contribuir tanto para o sucesso da aventura quanto a própria história narrada em si.

3. Utilize-se de “hand outs”. Quando possível, traga veracidade para a aventura. Se por exemplo a sessão é sobre espionagem industrial, traga documentos de aparência oficial, depoimentos feitos por pessoas reais, fotos, tudo que possa passar verossimilhança para a aventura.

4. Esteja preparado. Na medida em que os jogadores irão tentar pender o destino para lhes favorecer, esteja preparado para ter que lidar com idéias altamente controversas a linha de desenvolvimento que você está pensando. Se em um determinado momento da sessão você conta que os jogadores decidam viajar de trêm, pois quer introduzir um elemento na história que depende disso, esteja preparado se algum sugerir: VAMOS VIAJAR DE BALÃO.

5. Histórias de ação e aventura são mais interessantes que dramas ou documentários. Inclua SEMPRE ação na sessão. Uma briga, discussão acirrada, roubo, acidente de carro… enfim, coisas do dia a dia na qual os jogadores terão que lidar com o stress de seus personagens.

junho 15, 2008 at 1:03 am 4 comentários

Balanço Patrimonial

CONCEITOS

O Balanço Patrimonial é um dos relatórios (tecnicamente chamados de demonstrações contábeis) que a contabilidade apresenta para que a liderança saiba como estão as contas da instituição. A idéia de “balanço” vem justamente por que este relatório é dividido em duas partes: ativos e passivos. E aqui cabe a primeira decisão deste post: encerrar as piadas sobre gays aqui ou continuar com elas até o final do texto.

O ponto é que os valores das duas partes do balanço devem ser os mesmos, sempre que ele for analisado. Por isto: balanço. Os nomes de passivo e ativo (não ri), deve-se ao fato que o ativo contém o que a empresa tem por receber (e que já trabalhou por isto) e no passivo, aquilo que é saldo de obrigações devidas (ou seja, que os outros fizeram e cabe a empresa pagar por).

A contabilidade de uma empresa divide todas as entradas e saídas de dinheiro em contas específicas, que são chamadas de contas contábeis. Estas contas servem pra organizar melhor o balanço patrimonial.

BALANÇO PATRIMONIAL

Pra gente começar a entender, cabe citar o texto de lei que organiza o balanço patrimonial:

Nesta demonstração contábil, as contas são classificadas segundo os elementos do patrimônio que registram e agrupadas de modo a facilitar o conhecimento e a ánalise da situação financeira da companhia.

Que? Pois é, ninguem nunca entende da primeira vez. Mas na verdade até que é bem simples: tu pega todas as contas contábeis da organização, ok? Aí tu organiza ela em alguns grupos:

Ativo: são os bens e direitos da organização. Sao divididos em ativo circulante, ativo exigível a longo prazo e ativo permanente. O circulante são direitos que a empresa irá receber no curto prazo (menos de um ano). O exigível a longo prazo, coisas que a empresa receberá daqui a mais de um ano (tipo precatórias do governo). E o permanente são os bens da empresa, tipo cadeiras, carros, prédios e tal. O permanente pode ser divido em investimentos, imobilizados e diferidos. Não cabe a este post explicar cada um deles. O ativo permanente também tem um negócio legal que é a depreciação e amortização, que pode fazer com que tu pague menos imposto de renda sobre o lucro da empresa. SAMBARILOVI. Ativos intangíveis (tipo o registro da tua idéia genial no escritório de patentes) figora no balanço patrimonial como ativo permanente, ok?

Passivo: já complica um pouco. Ele é dividido primeiro entre passivo exigível e passivo não exigível. O passívo exigível divide-se em passivo circulante, que são as obrigações da organização pra daqui a menos de um ano, o passivo exigível a longo prazo (PELP), que é praquelas obrigações pra daqui a mais de um ano e o resultado de exercícios futuros, que é grana que tu recebeu por coisa que tu ainda não entregou. O passivo não exigível é também chamado de patrimônio líquido e é composto pelo teu lucro, mais o capital social da empresa.

APLICAÇÃO

Legal, mas como isso fica na prática? Bom, tu podes pegar aqueles exemplos que saem nos jornais. São balanços que as SA precisam apresentar pra que os acionistas possam ver como a empresa vai indo. Pra quem quer um exemplo mais simples, segue aqui em baixo um:

exemplo BP

Ficou claro? Espero que sim. Qualquer coisa, manda um e-mail que eu tento ajudar.

maio 18, 2008 at 11:01 pm 95 comentários

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